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Gustavo Felicíssimo exercita formas orientais


Silêncios
Gustavo Felicíssimo
Haicai, senryu, tanka e haibun reunidos em obra de poeta e agitador cultural radicado na Bahia.

Coletânea de verso e prosa (40 haicais, 15 senryus, 7 tankas e 5 haibuns). Prólogo do autor. Texto da contracapa de Carlos Verçosa. Posfácio do autor: “Flores de Cerejeira — Aspectos do haikai no Brasil”. Inclui bio-bibliografia. Via Litterarum Editora, Itabuna, 2010. 92 páginas, 15cm x 15cm. ISBN 978-85-98493-56-5. Contato: gfpoeta@hotmail.com

Do Prólogo: “Em verdade, o haikai foi utilizado à maneira que melhor se adequou à necessidade de cada autor e lugar. No Brasil, inclusive, durante muito tempo se falou em naturalizar o haikai, o que de fato ocorreu, e de maneira mais visível, no centro dos movimentos de contracultura. Ao nosso ver, teorizar demais sobre a forma é ao mesmo tempo perdê-la, sendo suficiente dizer que ao haikai devemos nos amalgamar, como se acompanhássemos naturalmente o fluir do tempo, o curso de um rio que se transforma em algo diverso quando encontra o mar. Assim também é o haikai quando buscamos capturar um instante, uma ação, e representá-la com palavras. Neste livro, publicamos, ainda, outras formas poéticas. São senryus, tankas e haibuns, sobre os quais discorremos brevemente na folha de rosto de cada capítulo. Sobre o haikai no Brasil, mais especificamente, segue como posfácio, um artigo bastante amplo que escrevemos para os interessados”.

Amostras:

o vento de outono
como um pássaro que passa
partiu sem adeus
pássaro cativo
desconhece a liberdade–
um velho sorri
lemos mal o mundo–
temos sempre a impressão
de um sofrer profundo
lançou sua rede
como quem lança a si mesmo–
nobre pescador