Caqui: revista brasileira de haicai

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Antologia de
Haicais Clássicos

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hototogisu

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Natsu

Verão




•‰‚¤‚½Žq‚É”¯‚È‚Ô‚ç‚éT‹‚³Æ@@‚»‚̏—

ôta ko ni kami naburaruru atsusa kana

A criança às costas
Brincando com meu cabelo —
Que calor!

Sono-jo



’[‹‚µ‚čȎq‚ð”ð‚­‚é‹Æ@@•“‘º

hashii shite saishi o sakuru atsusa kana

Saio na varanda
Para fugir da mulher e filhos.
Que calor!

Buson



’j‚΂©‚è‚Ì’†‚ɏ—‚̏‹‚³‚©‚ȁ@@Žq‹K

otoko bakari no naka ni onna no atsusa kana

Apenas homens,
E uma mulher entre eles.
Que calor!

Shiki



‰_‚Ì•õ…‚È‚«ì‚ð“n‚肯‚è@@Žq‹K

kumo no mine mizu naki kawa o watari keri

Cúmulos-nimbos
Atravessando os céus
Sobre o rio sem água.

Shiki



—[—§‚⑐—t‚ð‚‚©‚Þ‘º@@•“‘º

samidare o atsumete hayashi mogamigawa

Recolhendo toda
A chuva do mês de maio
Corre o rio Mogami.

Bashô



—[—§‚⑐—t‚ð‚‚©‚Þ‘º@@•“‘º

yûdachi ya kusaba o tsukamu murasuzume

Um aguaceiro —
Os pardais da aldeia
Se agarram ao capim.

Buson



—[—§‚É‚¤‚½‚éTŒï‚Ì‚ ‚½‚Ü‚©‚ȁ@@Žq‹K

yûdachi ni utaruru koi no atama kana

Chuva de verão.
Os pingos batem
Nas cabeças das carpas.

Shiki



„âX‚Ì–_‚΂©‚ès‚­‰Ä–ì‚©‚ȁ@@ˆÛM

junrei no bô bakari yuku natsuno kana

Apenas
Os bastões dos peregrinos —
Campo de verão.

Ishû



‰Äì‚ð‰z‚·Šð‚µ‚³‚æŽè‚É‘—š@@•“‘º

natsukawa o kosu ureshisa yo te ni zôri

O rio de verão —
Que alegria atravessá-lo
De sandálias à mão.

Buson



‚Ђâ‚Ђâ‚Æ•Ç‚ð‚ӂ܂ւĝêQ‚©‚ȁ@@”mÔ

hiya-hiya to kabe o fumaete hirune kana

Refresca um pouco
Pôr os pés na parede
durante a sesta.

Bashô



’‹›Š‚µ‚ÄŽè‚Ì“®‚«‚â‚Þš£î‚©‚ȁ@@‘¾‹_

hirune shite te no ugoki yamu uchiwa kana

Ao fazer a sesta,
A mão que segura o leque
Pára de se mexer ...

Taigi



Šá‚ÉŠð‚µ—öŒN‚̐î^”’‚È‚é@@•“‘º

me ni ureshi koigimi no ôgi masshiro naru

Que coisa linda,
Agitando o leque branco,
É o meu amor.

Buson



l˜Ò‚½‚çŠ^‚Æ‚È‚ê‚æ—â‚₵‰Z@@ˆê’ƒ

hito kitara kawazu to nare yo hiyashi uri

Oh, melões frescos,
Se alguém aparecer,
Transformem-se em rãs!

Issa



‹ž‚É‚Ä‚à‹ž‚Ȃ‚©‚µ‚⎞’¹@@”mÔ

kyô nite mo kyô natsukashi ya hototogisu

Mesmo em Quioto,
Saudade de Quioto —
O canto do cuco ...

Bashô



’ñ“”‚ÌŽŸ‘æ‚ɉ“‚µŽž’¹@@Žq‹K

chôchin no shidai ni tôshi hototogisu

Se afasta a lanterna
Sumindo na escuridão —
O canto do cuco.

Shiki



‚Ù‚Æ‚Æ‚¬‚·‚È‚«‚È‚«”ò‚¼‚¢‚»‚ª‚Í‚µ@@”mÔ

hototogisu naki naki tobu zo isogashiki

Olhe para o cuco
Que só canta, canta e voa —
Que vida ocupada!

Bashô



éò‚Ì‚È‚­‚⏬‚³‚«Œû‚ ‚¢‚ā@@•“‘º

uguisu no naku ya chiisaki kuchi aite

O canto do rouxinol
E seu biquinho —
Aberto.

Buson



”ò‚Ôˆ¼‚Ì’ê‚ɉ_‚ä‚­—¬‚ê‚©‚ȁ@@‹SŠÑ

tobu ayu no soko ni kumo yuku nagare kana

Salta uma truta —
Movem-se as nuvens
No fundo do rio.

Onitsura



Žè‚Ì“à‚É壂‚߂½‚«Œõ‚è‚©‚ȁ@@Žq‹K

te no uchi ni hotaru tsumetaki hikari kana

Na palma da mão,
Um vagalume —
Sua luz é fria!

Shiki



Ã‚©‚³‚âŠâ‚É‚µ‚Ý“ü‚éä‚Ìã߁@@”mÔ

shizukasa ya iwa ni shimiiru semi no koe

Quietude —
O canto das cigarras
Penetra nas rochas.

Bashô



‚₪‚ÄŽ€‚Ê‚¯‚µ‚«‚ÍŒ©‚¦‚¸ä‚Ìã߁@@”mÔ

yagate shinu keshiki wa miezu semi no koe

Nada indica
Que ela vá morrer —
Canta a cigarra.

Bashô



’©•—‚̖т𐁂«Œ©‚ä‚é–Ñ’Ž‚©‚ȁ@@•“‘º

asakaze no ke o fukimiyuru kemushi kana

Veja o vento matinal
Soprando os pêlos
Da taturana!

Buson



‘«‚à‚Æ‚Ö‚¢‚—ˆ‚肵‚æ嗋@@ˆê’ƒ

ashimoto e itsu kitarishi yo katatsumuri

Quando é que você veio
Para junto de meus pés,
Oh, caramujo?

Issa


嗋‚»‚ë‚»‚ë‚Ì‚Ú‚ê•xŽm‚ÌŽR@@ˆê’ƒ

katatsumuri soro soro nobore fuji no yama

Caramujo,
Suba sem pressa
O Monte Fuji!

Issa



墑ł‚ɉԂ³‚­‘‚à‘łꂯ‚è@@ˆê’ƒ

hae utsu ni hana saku kusa mo utarekeri

Ao matar a mosca
A erva que tem flores
Tambem esmagada.

Issa



‰äh‚ÍŒû‚Ձ‚¢‚Ä‚ào‚é‰á‚©‚ȁ@@ˆê’ƒ

waga yado wa kuchi de fuite mo deru ka kana

Em minha cabana
É só assobiar
Que vêm os mosquitos!

Issa



”a‚Ì瑂©‚¼‚Ö‚È‚ª‚ç‚É“Y“û‚©‚ȁ@@ˆê’ƒ

nomi no ato kazoenagara ni soeji kana

a mãe conta
enquanto dá de mamar
as picadas de pulga.

Issa



”a‚Ç‚à‚à–é‰i‚¾‚炤‚¼—Ò‚µ‚©‚ë@@ˆê’ƒ

nomi domo mo yonaga darô zo sabishikaro

Também para as pulgas
A noite deve ser longa
E solitária.

Issa



˜XC‚É‚µ‚Â܂肩‚ւ鉲’O‚©‚ȁ@@‹–˜Z

rôsoku ni shizumarikaeru botan kana

Assim como a vela,
Mergulhada no silêncio,
A peônia

Kyoroku



‚ ‚炽‚¤‚Ɛ—tŽá—t‚Ì“ú‚ÌŒõ@@”mÔ

ara tôto aoba wakaba no hi no hikari

Quão glorioso,
Nas folhas verdes, folhas tenras,
O brilho do sol!

Bashô



ŽR”¨‚ð¬‰J‚Í‚ês‚­Žá—t‚©‚ȁ@@•“‘º

yamabata o kosame hareyuku wakaba kana

Entre a roça e a montanha,
A chuvinha vai parando ...
A folhagem nova!

Buson



’‹à‚âŽá’|‚»‚æ‚®ŽR‚½‚Ё@@ä‘

hirugane ya waka take soyogu yama-zutai

Sinos da tarde —
Na passagem da montanha
Tremula o bambu novo.

Jôsô



˜@‚̉Ԃ³‚­‚₳‚Ñ‚µ‚«’âŽÔê@@Žq‹K

hasu no hana saku ya sabishiki teishajô

A solidão
De uma estação de trem —
Flores de lótus.

Shiki



ŠHŽqç‚¢‚Ä‘´‚Ì“ú‚Ì•—‚ÉŽU‚è‚É‚¯‚è@@Žq‹K

keshi saite sono hi no kaze ni chiri ni keri

Abriu-se a papoula
E ao vento do mesmo dia
Ela veio ao chão.

Shiki



‰Ä‘‚╺‚Ç‚à‚ª–²‚̐Ձ@@”mÔ

natsugusa ya tsuwamonodomo ga yume no ato

Tudo o que restou
Dos sonhos dos guerreiros —
Capim de verão

Bashô






25 de dezembro de 2003

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